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23 Abr 2012 

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Ando roubando o jeito de escrever de alguns, e o jeito de sofrer de todos.
É como se sentir vazio e só encontrar incertezas para tapar esse buraco, esse branco.
Branco, como tudo aquilo que passei a sentir na tua ausência,
Ah, quisera eu ter sentido na tua presença!
Porque doeu, meu bem, e ainda dói.
Apenas finjo não doer,
Finjo que não sinto raiva, não sinto nada.
Sinto saudade às vezes.
Admin · 801 vistos · 1 comentário
Categorias: Primeira categoria
22 Jan 2012 

Porquê.

Não sei, às vezes, quando o tempo passa, a gente passa a perceber as coisas juntamente ao tempo.. Porquê dói, machuca e faz sofrer, e é tudo apenas uma linha de raciocínios lógicos que de lógica não possuem nada, muito menos a continuidade de uma linha. São apenas frases soltas, às vezes penso que é isso que necessitamos quando respirar se torna sufocante. Deixar fluir. Usufruir. Palavras similares com significados, de certo modo analizados, antagônicos. Porém podemos criar um modo de interligar tais palavras de maneira que nos faça bem. Acho que escrever é o que está me fazendo bem. Por enquanto. Porque é complicado, quando tudo o que se quer é alguém, não apenas qualquer um, mas alguém. Alguém que de certo modo até possuo, mas não é o suficiente para o que necessito. Carinho? Eu tenho. Amor? Não do tipo que eu precisava. Não queria apenas alguém que gostasse de mim, mas alguém que correspondesse o que eu sinto.. E logo eu, que nunca precisei de ninguém, que nunca senti nada por ninguém, implorando por todos os meus poros por você. É quase palpável, quem observa, quase consegue consegue tocar com a derme dos dedos a agonia que sinto quando não te tenho. Porque é improvável, alguém como você, que poderia ter quem quisesse se tal desejo fôsse, alguém que já tem a vida feita, que não tem os pés presos ao chão, com alguém como eu, tão.. eu. Porque isso me faz duvidar da verossímidade da própria realidade, às vezes fecho os olhos pensando se na verdade não estou os abrindo. Mesmo sendo poucas, já perdi a conta das vezes em que esse aperto no peito subiu pela boca, ou então pelos olhos. Falo o que não devo, coisas que sei que só vão afastar o que desejo aproximar, ou então, choro. Choro escondida no lugar mais expôsto da casa, apertando os olhos com força do mesmo modo que gostaria que você fizesse com meu coração. Talvez me matasse, mas de uma vez por todas te sentiria por completo no peito, bem aqui, curando o que há muito tempo está machucado. E me estrassalho, despedaço, caio, quebro. Pra no segundo seguinte levantar e juntar tudo com durex. Todo mundo sabe que não é uma solução confiável e que, uma hora ou outra, vai falhar. E então vem a negação, de que essa não sou eu, de que esses não são os sentimentos que possuo e que é só uma fase. E logo em seguida vem a conformação, quando percebo que não adianta negar, está expôsto pra quem quiser olhar, tô com o peito rasgado deixando tudo entrar diretamente no núcleo de mim. E então finalmente vem a raiva, de que não era pra ser assim, e de porque você não me ama, não tá aqui agora. A raiva de sentir aquela dúvida de porque você causou tudo isso em mim se não tinha a intenção de sentir de volta. Certo, a intenção? Até tinha, porém não foi o que ocorreu. Porque você não tentou mais forte, com mais determinação? Não é justo, não é bom, não se faz. E aí que tudo volta pro choro, porque o choro nunca vem com o que você fala, mas sim com o que eu penso quando não estou com você. É horrível, sentir os olhos ardendo e a boca tremendo, do mesmo jeito que estão agora, sendo que você nem sequer disse uma palavra rude pra mim. Ao contrário até, se me lembro bem, palavras doces saíram de sua boca, o que só machuca mais. Mas é aí que minha mente falha e cede ao coração, tá tudo bem, tudo bem, eu gosto mesmo é do estrago.
Admin · 954 vistos · 0 comentários
Categorias: Primeira categoria